Demônios magnéticos (Larvas Astrais) – Por John Baines

– Por John Baines –
(Pseudônimo do autor chileno Dario Salas) 

Nosso magnetismo pessoal adquire de maneira espontânea a tônica vibratória de nossos estados emocionais instintivos.
Se temos um temperamento depressivo ou destrutivo; se estamos cativos de certos vícios ou nos acostumamos a reagir de forma passional ou descontrolada, transmitimos essas características ao nosso próprio magnetismo, que adota essas mesmas vibrações, ficando programado de acordo com pautas similares.

Quando experimentamos um estado emocional intenso e descontrolado, como nos arrebatamentos de ódio ou ira destrutiva, emanamos uma grande quantidade de magnetismo (que se desprende de nosso corpo e se projeta para o mundo da energia. Como consequência disso, sentimos posteriormente um grande decaimento físico e anímico.

Nossos instintos e emoções podem manifestar-se em uma ampla gama vibratória, expressando-se de maneiras nobres ou perversas. E é essa última possibilidade que especialmente deve nos preocupar, pois, se emitirmos magnetismo saturado de vibrações discordantes ou destrutivas, geradas por inveja, ódio, amargura ou ressentimento, invariavelmente criaremos um núcleo autônomo de energia perversa, que se tornará um demônio magnético…

E esse filho de nossa bestialidade descontrolada, que carece de uma fonte de vida própria, para sobreviver, deve continuar se alimentando de nossas forças vitais (às vezes, buscando novas fontes de energia em outras pessoas suscetíveis de serem vampirizadas).

Se refletirmos sobre o fato de que a maioria dos seres humanos são escravos de suas paixões, tendo em si mesmo uma verdadeira besta interior de notável agressividade e violência, podemos observar que, paralelamente ao mundo material em que vivemos, existe um oceano de energia em que pululam os mais horrendos demônios (que são a prole satânica do lado escuro da alma humana, verdadeira legião infernal que se constitui em uma espécie hostil ao homem, já que seu único impulso é absorver suas energias.

Não obstante tal fato, o homem possui defesas para se proteger disso, já que está recoberto por um campo de energia similar a atmosfera do planeta (denominada “aura” e que pode ser visualizada por muitos sensitivos). No entanto, essa proteção tem uma relação de dependência com os estados emocionais e instintivos do sujeito (que se abre ou cede quando há descontrole).

Um intenso estado de ira, os estados depressivos e as orgias sexuais deixam o sujeito momentaneamente aberto… e isso acarreta a entrada de energias malignas, provocando-lhe estados passionais equivalentes aqueles nos quais se originaram.

Essa invasão deixa os demônios magnéticos em condições de nutrir-se dos mesmos elementos que formaram sua estrutura vibratória vital.

Em linguagem esotérica tradicional, os demônios magnéticos são chamados de “larvas astrais”, nome que conservaremos. Além do mais, sustentamos que o inferno é somente um estado vibratório em que habitam e se agrupam essas criaturas.

Onde está esse mundo tão magistralmente descrito por Dante?

Aqui mesmo onde estamos nesse instante, só que em uma dimensão diferente. Entretanto, desse plano vibratório, essas larvas conseguem alcançar o homem através do veículo de transmissão constituído pelo magnetismo ejetado pelo próprio homem em seus estados passionais.

Suas horrendas formas são as que inspiram temor aos alcoólatras, quando se produzem ataques de “delirium tremens”. O que esses sujeitos veem não é produto de sua imaginação, são entidades que realmente existem.

Provocam indiretamente o ódio, a traição e toda classe de fatos nefastos, já que só podem se alimentar do magnetismo emanado pela ação das paixões inferiores. São uma fonte interminável de perturbações psíquicas, materiais e biológicas. A obsessão e a loucura são provocadas muitas vezes pela possessão de larvas que se apoderam do controle da mente.

Esse fenômeno que estamos assinalando não difere muito do que ocorre com as plantas diante dos climas emocionais dos homens. Se amaldiçoamos uma planta ou projetamos nela o ódio e destruição, nossa energia se desprenderá e terá como tônica o decaimento, ferindo-a como se fosse um pequeno demônio.

Se a energia afeta a planta, também afeta as pessoas, e essas se tornam, inadvertidamente, veículos dos apetites básicos dessas criaturas. O objetivo das larvas é absorver continuamente as energias dessas pessoas…

As antigas lendas sobre “íncubus” e “súcubus” se referem precisamente às larvas. Neste caso específico, principalmente aquelas larvas criadas durante a prática do onanismo.

A entidade formada pelo homem se denomina “súcubo”; e a engendrada pela mulher, “íncubo”.  Uma vez criados só podem seguir existindo mediante a absorção do magnetismo emanado a partir de novos atos de masturbações, motivo pelo qual influem na psique de seus progenitores, despertando novos apetites pelo vício solitário.

Se o sujeito, por algum motivo resiste ao vício, a larva se vê obrigada a buscar outras vítimas (atuando nela durante o sono e provocando sonhos eróticos mediante um procedimento de indução vibratória).

Ainda que nesse momento pareça arcaico ou supersticioso falar de demônios que perseguem o homem, chegará o dia em que esse fenômeno será universalmente conhecido e cientificamente aceito. Atualmente, o que se acredita, também de forma supersticiosa, é que algo que não se vê, não existe.

Já falamos sobre isso anteriormente, afirmando que a parcela visível da fenomenologia da vida é infinitesimal em relação a área que não podemos ver… Porém, apesar disso, ela existe.

É um fato que, em condições normais, não podemos perceber aos demônios magnéticos, muito embora qualquer sensitivo psíquico possa captá-los sob a forma de uma sensação produzida por algo viscoso, repulsivo ou decomposto.

É provável que a “má viagem” a que aludem algumas pessoas que têm usado alucinógenos, possa ter relação com essas entidades negativas.

Sempre se acreditou que uma alucinação é algo que somente existe na mente de quem a imagina, sem jamais pensar que essas visões possam corresponder a formas monstruosas que existem verdadeiramente em um plano invisível.

Em linguagem ocultista, esse plano é denominado de “astral”, nome que designa um nível que não é físico. É com esse lugar que se comunica o sujeito que sofre de “delirium tremens”, contemplando seres disformes que realmente existem, engendrados pelas paixões e desvarios humanos. Ali estão representados os seus mais loucos desatinos emocionais e instintivos.

Existe também um plano astral superior, onde habitam formas mais elevadas, porém isso não é tema desse livro. Somente mencionamos isso antecipando-nos a inquietudes de alguns leitores.

Se é fato que não podemos ver as larvas astrais, é perfeitamente possível observar sua destrutiva ação no ser humano, já que existem incontáveis sujeitos psiquicamente envenenados pela ação dessas forças hostis. Observemos, por exemplo, o que ocorre comumente com onanistas, que permanecem desvitalizados e nervosos, carentes de vontade e concentração mental, incapazes de esforços poderosos e sem aptidão para abrir caminho na própria vida. Em geral, os seus assuntos pessoais não fluem, e desenvolvem algum tipo de neurose.

Três assuntos básicos devem ser assinalados nesse capítulo:

  1. A compreensão do processo mediante se formam as larvas astrais, e o mecanismo pelo qual se convertem em seres hostis ao homem.
  1. Que o leitor observe o comportamento de pessoas presumivelmente possuídas, entre as quais se encontram com frequência os histéricos, melancólicos, obsessivos, violentos, ébrios e perturbados mentais.
  1. Esclarecer que existe a possibilidade de combater as larvas astrais por certos meios, comprovando em muitos casos uma franca melhoria nos sintomas negativos.

Obviamente, esse último ponto é o único que nos permite comprovar a existência das larvas astrais. Devemos esclarecer que nem sempre elas causam um dano tão incisivo em suas vítimas, como os que temos assinalado aqui. Também é comum que os afetados experimentem uma grande tristeza, sem motivos aparentes. Às vezes, podem se ver afetados por transtornos gástricos ou hepáticos, cefaleias variadas, sonolência difusa, tensão nervosa exacerbada, e outros sintomas.

Existem três sistemas básicos para combater as larvas astrais:

  1. O uso de pontas de aço para efetuar passes sobre o corpo do afetado, pois o aço descarrega a energia das larvas.
  1. O uso de agentes que extraiam umidade.

A tradição afirma que essas entidades são de constituição aquosa em sua periferia, tendo em seu centro um núcleo energético. Ao absorver a parte aquosa, se desvitalizam rapidamente e se dissolvem. Para esse efeito, se usam duas coisas:

  1. O sal grosso.

Se colocamos as mãos na água com sal, ou projetamos esse líquido em alguma zona corporal afetada pelo vampirismo desses parasitas, observamos um rápido alívio de alguns sintomas.

  1. Os cactos.

Os cactos possuem a propriedade de absorver a umidade ambiental, e isso resulta que sejam muito eficazes para proteção contra as larvas.

  1. A altura.

Há comprovações de que as larvas sobrevivem muito dificilmente em zonas muito altas. Por isso, acreditamos que seria de grande interesse estabelecer sanatórios ou casas de repouso para enfermos mentais e nervosos em lugares localizados a quatro mil metros de altura, ou mais…

Para terminar, é preciso alertar que todos os lugares que são uma espécie de antros de vícios se constituem em guarida de muitas larvas astrais ansiosas por absorver a vitalidade que necessitam. Por isso, é muito perigoso se relacionar continuamente com pessoas que frequentam esses lugares, já que são portadoras de entidades negativas.

De tudo o que temos estudado, um dos mais significativos fenômenos é o da criatividade humana. Inconscientemente, todas as pessoas estão gerando forças, situações, formas mentais e energias de diversas índoles. Todas elas são acolhidas por esse grande útero que é a natureza, a qual constitui muitas réplicas invisíveis da Mãe Terra, desenvolvendo em seu ventre toda semente energética que a penetra, originando, assim, o grande mistério da vida.

Tudo o que sai de uma pessoa, volta para ela mesma; sempre se colhe o que tiver semeado. Essa profunda verdade só tem o inconveniente de ter sido popularizada, o que impede que seja apreciada e compreendida. Virou até mesmo um “slogan” que se repete, porque soa bem, porém, cujo significado se ignora completamente.

Na realidade, o homem é um constante emissor de energia geradora. Infelizmente, suas projeções são descontroladas e inconscientes (não provêm de uma inteligência equilibrada, mas de suas paixões e ações negativas).

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